Já comecei esse post três vezes e ainda acho que tá ruim. Estou totalmente sem inspiração, mas mesmo assim teimo em querer escrever algo no blog hoje. Não tenho grandes problemas em escrever textos, mas confesso que, quando o assunto é imposto (que nem redação de vestibular, por exemplo), tenho muito mais facilidade do que quando tenho que inventar um assunto. Lembro que, no colégio, a coisa que eu mais detestava era quando o professor dizia “façam uma redação pra entregar na próxima aula. O assunto é livre”. Daí eu ficava mais tempo tentando achar um assunto legal do que escrevendo o texto em si. Ter um blog é, para mim, ter que conviver com este problema constantemente. Ninguém diz “escreve sobre o teu final-de-semana” ou “fala sobre a última cena bizarra que você viu na rua”, por exemplo. Eu simplesmente tenho que abrir o Word e me deparar com uma página em branco me olhando e com aquela barrinha preta do cursor do mouse piscando freneticamente como quem diz “escreve algo aí, porra!”. E eu tento, tento e tento, mas nem sempre dá certo. Começo o texto mil vezes, deleto ele por inteiro ao chegar na penúltima linha e tenho que lutar contra a tentação de entrar nas configurações do blog e clicar no botãozinho “deletar este blog”. Portanto, se você conseguiu acessar este blog, é sinal de que eu resisti à mais forte das tentações de um blogueiro em crise e, melhor ainda, se está lendo este texto é porque eu resisti à segunda maior tentação, e o texto sobreviveu. Ainda estou pensando se este texto vai ou não para o blog. Na verdade essa minha metalinguagem não está me agradando nem um pouco. Vou apelar para o cara ou coroa. Cara = o texto morre, coroa = o texto sobrevive. (...) Deu coroa. |