Meu Universo Mental
 
domingo, 26 de outubro de 2008
Em época de eleições...
...não custa nada salientar:


“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.”


Bertold Brecht
posted by Lara @ 16:04   0 Palpites
sábado, 18 de outubro de 2008
Grande Sabrina!
Vasculhando a comunidade Letras - UFRGS me deparei com o tópico "frases comuns de profesores anormais", que reúne algumas frases clássicas proferidas pelos professores em sala de aula. No meio de muitas relíquias, me deparei com algumas postagens sobre as frases da Sabrina, uma das professoras mais divertidas que eu tive durante o curso... Pra se ter noção, a Sabrina consegue fazer com que uma cadeira de Sintaxe seja interessante (bem, pelo menos pra mim, que cursei com ela a eletiva "Sintaxe da Gramática Tradicional"). Abaixo estão algumas situções presenciadas nas aulas da Sabrina (e que justificam a minha admiração por ela):

Situação 1:

Chega ela na sala, depois de ver um casalzinho se agarrando no corredor:
Sabrina: Se tem coisa que eu odeio é gente enamorada!
Alunos: Por que?
Sabrina: Porque eles destroem a sintaxe! Vocês já viram algum casal de namorados falar frases completas? Sujeito e predicado não existe!
Alunos: Hahahahahahahahaha...
Sabrina: Sem contar que eles não falam, soltam gemidos! E os nomes, então? Se reduz à primeira sílaba, quando não à primeira letra! Imagina! Se o nome da criatura é Fernando, fica Fê, ou até Ffffff. Que nojo!
Alunos: Hahahahahahahahaha...
Sabrina: Um cara, pra namorar comigo tem que, no mínimo, pronunciar o encontro consonantal do meu nome!


Situação 2 (ao explicar as orações subordinadas adjetivas):

Sabrina: Porque orações subordinadas adjetivas só servem para contribuir para a ignorância do interlocutor. Quanto mais ignorante, mais a gente tem que introduzir o "que blá-blá-blá" pra explicar pra criatura. Aliás, gente, deixa eu ensinar pra vocês como proceder num primeiro encontro.
Alunos (pensando): Lá vem bomba!
Sabrina: Para ver se um cara ou uma guria vale a pena - porque, convenhamos, gente burra não dá! Não dá pra ficar explicando as coisas o tempo todo, né?! - a gente faz o seguinte: no primeiro encontro, pode-se usar umas 10 adjetivas explicativas; no segundo, umas 5, no máximo! No terceiro, entre 2 e 3, mas se usar 3 já tem que tomar cuidado. No quarto, 1 só e olhe lá! Se depois do quinto encontro ainda tiver q ficar usando explicativas, desistam, não é pra namorar mesmo!


Situação 3 (ainda falando sobre relacionamentos...):

Sabrina: Se o cara chegar pra mim e disser "Sabrina, entre eu e tu não há mais nada", aaahhh, eu não aceito! Eu fico com o cara até ele aprender a falar português corretamente! Agora, se o cara chegar e disser "Sabrina, entre mim e ti não há mais nada", bom, aí eu aceito, realmente acabou.



Aaaaah... Saudades das aulas dela! É de professores assim que gente precisa!



posted by Lara @ 14:57   3 Palpites
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Mude
Mude
Edson Marques.

Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama.
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais,
leia outros livros,
Viva outros romances!
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado,
outra marca de sabonete,
outro creme dental.
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas.
Troque de carro.
Compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.

Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda! "
posted by Lara @ 19:39   2 Palpites
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
O Closet

Uma das verdades incontestáveis que existe na relação entre seres humanos de uma mesma sociedade é aquela que diz que a identidade de determinado sujeito não é cem por cento formada por ele, e sim pela maneira como ele é julgado pelas pessoas que o rodeiam. Em outras palavras, ao mesmo tempo que a identidade de alguém é algo pessoal, resultado das escolhas feitas pelo indivíduo ao longo de sua vida, ela também é produzida por interpretações externas, que nascem do modo como o mesmo se relaciona com o mundo ao seu redor. Esta estranha construção da personalidade humana é o foco principal da comédia francesa O closet (Le Placard), que foi, merecidamente, muito aclamada pela mídia.

Na história, François Pignon, o protagonista, é um daqueles cidadãos comuns que parece não ter ambição alguma na vida: um sujeito acomodado, que, apesar de ser divorciado, ainda ama a mulher, por que é esnobado e ignorado, e, como conseqüência de sua falta de atitude, é desprezado pelo filho e pelos colegas de trabalho. Pode-se dizer que François é o legítimo esteriótipo do trabalhador assalariado de classe média. Porém, até então, François parece aceitar sem contestações a sua vida infeliz, até descobrir, por acaso, que está prestes a ser demitido da empresa em que trabalha há vinte anos. Deprimido, ele pensa em se matar, e é quando está prestes a se atirar da sacada de seu apartamento que conhece o seu novo vizinho, o psicólogo Beloni.

Após ouvir a sua triste história, Beloni propõe que François finja ser homossexual para inibir seu chefe de demití-lo, pois a demissão de um gay poderia sugerir que a tal empresa era preconceituosa, acabando, assim com a boa reputação da mesma, já que a empresa em questão fabricava preservativos masculinos e tinha no público gay um grande mercado consumidor. Para por o plano em prática, Beloni enviou anonimamente ao dono da empresa fotomontagens de François em comportamentos sugestivos e esperou que as fotos chegassem e que a notícia se alastrasse pela empresa. Neste meio tempo François continuou agindo exatamente como havia agido nos últimos vinte anos, porém o que mudava agora era a maneira como os outros o enxergavam. Eis o ponto ápice de O closet.

Nesta incrível comédia, fica claro o quanto o homem é dependente e influenciado pelo meio em que vive. Depois de ser “redescoberto”, François ganha o seu espaço no mundo, passa a ser visto como alguém corajoso por enfrentar o preconceito contra a homossexualidade, começa a ser admirado pela ex-esposa e pelo filho e ainda recupera o seu charme entre as mulheres, que fora perdido há muitos anos. O engraçado é que tudo isso acontece sem que ele mude nada de sua personalidade. Suas mínimas atitudes começam a ser reparadas e ele até ouve comentários do tipo “eu sempre desconfiei que ele fosse gay”. Neste momento, o filme mostra um universo novo se abrindo diante do protagonista e convida o telespectador a se questionar onde fica o limite entre sujeito e sociedade.

É impossível ficar indiferente diante da história. O que torna o filme tão espetacular é o fato de os produtores terem tocado em um assunto tão delicado, como o preconceito a homossexuais em pleno século XXI , de uma maneira simples e ao mesmo tempo irônica. Outro fator que contribuiu para o sucesso, foi a construção de personagens facilmente encontrados na nossa sociedade, tanto que, em diversos momentos do filme temos a estranha sensação de já termos presenciado tal cena alguma vez.

O closet vai, assim, muito além de um filme feito para divertir o público: é, acima de tudo, um momento de reflexão sobre a influência e os valores dados a cada indivíduo dentro de uma sociedade. Somado a isso, o filme ainda consegue mostrar como a homossexualidade é vista e interpretada por pessoas heterossexuais, deixando claro o estigma que existe por trás dessa sociedade que se auto-intitula moderna e livre de preconceitos.



posted by Lara @ 13:39   5 Palpites
Dados Gerais

Meu Nome:
Larissa M. Brangel

Data de Nascimento:
28/04/1984

De Onde Escrevo:
Porto Alegre/ RS - Brasil
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