| sábado, 28 de junho de 2008 |
| Carta Aberta à Minha Amiga Elissa |
Amiga linda... Parece mentira, mas já é o segundo aniversário que tu comemora longe de mim... O tempo passa rápido, mas a saudade aumenta mais rapidamente ainda. Ainda ontem eu estava me lembrando dos teus aniversários lá no clube da Ipiranga, teve um que tu fez em "conjunto” com a Leca, lembra? Teve uma outra vez que a tua mãe não teve tempo de fazer negrinho e comprou bom bom para colocar na mesa. Teve ainda um outro que foi em estilo junino, no salão de festas do teu antigo prédio, no bairro cristal... Ah, teve um outro em estilo junino também, há dois anos atrás, lembra? Hehehe... É engraçado como eu me lembro detalhadamente de cada aniver teu, pois cada aniversário, para mim, significava que a nossa amizade tinha completado mais um ano de vida. Hoje, com a distância, sinto um vazio enorme em cada data comemorativa. Tudo isso, porque eu me acostumei e aprendi a dividir contigo os momentos importantes tanto da minha vida como também da tua. Mas o que me resta dize no dia de hoje? Saúde? Paz? Amor? Não, óbvio demais... Esse texto eu deixo para os outros, que, infelizmente, não encontraram em ti a amigona que eu encontrei. O meu desejo é o seguinte: AMIZADE. Que a nossa amizade continue, por anos e mais anos das nossas vidas. Que as nossas recordações nunca se apaguem e que, mesmo longe, nunca deixemos de lembrar uma da outra nos momentos importantes que ainda virão. Feliz Aniversário! Te amo! |
posted by Lara @ 11:00  |
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| terça-feira, 24 de junho de 2008 |
| The End |
Calma, ainda não é o fim do blog. Não é dessa vez que vou me suicidar bloguisticamente (de novo, já que este blog já se auto deletou uma vez). Mas hoje uma coisa teve seu ponto final na minha vida, hoje mais um ciclo se fechou: hoje foi “the end” para a minha graduação. A última aula, a última chamada, a última ida ao campus do vale no ofício de “graduanda institucional”. O que se faz agora? Choro, esperneio, faço vestibular de novo? Talvez. Mas a resposta mais sensata é: não sei. De repente, deixei de pertencer à elite intelectual do país (vulgo “graduanda”) para entrar nas estatísticas (vulgo “desempregada”). Parece que foi ontem que eu entrei naquele campus sem saber direito o que me esperava, me sentindo a mais culta do universo porque consegui ler todas as leituras obrigatórias exigidas no vestibular da UFRGS e, principalmente, achando que de lá até a minha formatura demoraria muuuuuito tempo. O pior é que demorou bastante tempo (5 anos é um espaço relativamente grande na vida de uma pessoa), acontece que o tempo voou. E, de repente, me vejo em 2008, com a cabeça totalmente mudada, novos horizontes traçados e, principalmente, a tão esperada colação de grau se aproximando. Isso tudo á muito emocionante para mim (talvez não seja assim tão fantástico pra quem vê de fora, mas para mim é muito bom). Parece mentira, mas lá vai mais uma pasta de arquivos diretamente para as gavetas da minha memória. Pessoas que eu nunca mais vou ver, outras que ainda me surpreenderão. Mais um arquivo, para ficar junto com as recordações das minhas viagens, da fase escolar, das festas, dos verões etc. Enfim, hoje lacro mais esta pasta e engaveto. De vez em quando vou até lá para dar uma olhadinha e rir um pouco, mas o importante é que a partir de agora mais uma pasta se abre, para guardar novas informações, de uma nova fase que está por vir.
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posted by Lara @ 21:40  |
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| terça-feira, 17 de junho de 2008 |
| Bem-vindo à Era do Gelo |
Porto alegre acaba de entrar em uma nova era do gelo. Bem que eu sabia que aquele papo todo de aquecimento global era balela: há de se temer o frio, não o calor. No calor a gente tira a roupa, mergulha na caixa d’água, assalta o carrinho de picolé, toma banho de mangueira, sei lá. Enfim, com o calor a gente se vira, a gente sobrevive. Mas com o frio não. O frio nos persegue, nos encurrala, nos atormenta. O frio profana os momentos de tortura contínua que teremos nas próximas eras. E eu já estou até começando a estocar comida enlatada: a nova era glacial se aproxima, e os mais relapsos serão os primeiros a servirem de refeição para os ursos polares que em breve habitarão as ruas de porto alegre. Hoje foi horrível pra acordar. Por um momento, pensei não sentir as minhas pernas, mas assim que o alarme disparou e eu saltei da cama de uma vez só, vi que minhas pernas voltavam a se mexer. Não foi dessa vez que elas congelaram durante a madrugada. Amanhã, quem sabe. Por milagre, a torneira do banheiro ainda tinha água líquida, o que me fez escovar os dentes rapidamente antes que os pedaços de gelo começassem a sair do cano. Após diversas camadas de roupas feitas dos mais diversos tipos de tecido, tomei o meu Descon diário, coloquei o Sorine no bolso e saí para a rua para, mais uma vez, enfrentar o meu maior inimigo: o frio. A caminho da faculdade, a única coisa que vinha na minha cabeça eram as cenas do filme “o dia depois de amanhã”, em que NY fica toda embaixo do gelo após uma virada catastrófica na temperatura do planeta. E então eu me imaginei daqui a uns sete dias indo pra aula de trenó, igual àqueles usados pelos esquimós, que são puxados por vários cachorros. Assim eu subiria toda a Protásio Alves, dobraria na Antônio de Carvalho e, por fim, chegaria na Bento Gonçalves, quando os cachorros, por fim, descansariam. Lembro que, no filme, as pessoas que sobreviveram foram as que conseguiram se manter aquecidas durante a passagem do furacão que congelava tudo o que estava a seu alcance. O mocinho da história, por exemplo, se trancou numa biblioteca e fez uma fogueira enorme com os livros de lá. Bom, pelo menos enquanto eu estiver no campus, a minha vida estará salva, já que a biblioteca da Letras tem exemplares suficientes pra se montar uma grande fogueira e, assim, não deixar que congelemos quando o olho do furacão passar por nós. Tá aí: às vésperas da minha formatura, consegui achar mais uma vantagem do curso de Letras sobre os demais. Beleza. A manhã passou normal, nenhum sinal de furacão. Prestei bastante atenção e não consegui avistar nenhuma andorinha voando para o norte. Bom, das duas, uma: ou a era glacial ainda vai demorar um pouco mais para chegar, ou as andorinhas foram pegas de surpresa e já estão todas congeladas. Mas este dia que aparentemente foi um dia normal, não me fez baixar a guarda: continuo estocando os enlatados e avanço cada dia mais a minha leitura do manual do escoteiro mirim (hoje, por exemplo, aprendi a fazer seis tipos diferentes de nó em corda, só não sei ainda o que fazer com eles). Espero que todos tenham uma boa transição para a nova era glacial. Nos vemos mais adiante. |
posted by Lara @ 19:05  |
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| quinta-feira, 12 de junho de 2008 |
| N(amor)ados |
É engraçada a importância que a gente dá ao dia dos namorados quando... não temos namorado! Lembro da minha época de colégio, em que eu me considerava a “encalhada master” (já falei sobre isso em um outro post), e ficava me lamentando para as minhas amigas sobre a tristeza profunda que era passar o dia dos namorados sem um namorado. Naquela época, eu costumava resumir uma relação madura em flores, coraçõezinhos e passeios de mãos dadas. Tudo isso no dia dos namorados, é claro. Na verdade, eu acho que eu não queria um namorado, e sim um pôster, uma figura decorativa, que andasse ao meu lado sorrindo e profanando ao quatro cantos “como é grande o meu amor por você”. Talvez se eu comprasse um tamagoshi (é assim que escreve?), eu supriria mais quesitos do que se eu arranjasse um namorado propriamente dito. Enfim, passados os meus devaneios adolescentes (e aquelas espinhas terríveis que apareciam na minha cara volta e meia – cruzes!), finalmente caí no mundo real e descobri (pasmem!) que existe vida a dois antes e depois do dia dos namorados. Não que eu não goste de florzinhas, coraçõezinhos, mãozinhas dadas no parque e tudo mais: gosto sim. Mas namorar vai muito além disso. Na verdade, esse alarde todo acerca do dia dos namorados, é apenas a ponta de um iceberg de uma relação. Namorar é enfrentar os problemas do dia-a-dia, compartilhar experiências, soltar os cachorros e engolir sapos. É saber manter o equilíbrio de uma relação – e só quem já passou por essa experiência sabe o quanto é difícil agradar aos gregos e troianos em uma relação (levando em conta que você é o grego e o seu par é o troiano). Se um dia eu achei que namorar era sinônimo daquela série de coisas que eu citei anteriormente, hoje eu acho que namorar nada mais é do que a arte de conviver. Aliás, acho que o namoro serve como uma ótima terapia para pessoas egoístas, egocêntricas e radicais, que estão sempre acostumadas a dar “a última palavra” em tudo. O amor faz milagres... Por isso, desejo a todos um feliz dia dos namorados! Primeiramente, para o meu namorado Felipe, que eu amo demais (apesar de às vezes ele ser um troiano marrento), depois, para mim, é claro, que superei aquela fase difícil (e as espinhas também!) e, finalmente, para todos os meus amigos, tanto os casados quanto os solteiros! O dia dos namorados é para todos! Cheers!
 homenagem do Google ao dia dos namorados!
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posted by Lara @ 20:15  |
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| quarta-feira, 4 de junho de 2008 |
| Tá Foda! |
Poucas expressões são tão fortes e ao mesmo tempo tão abrangentes quanto a expressão “tá foda”. Quando a coisa “tá foda”, é sinal de que ela ta ruim, mas pode ser um ruim em várias escalas. Pode ser simplesmente um “tá foda” de “tá foda de dançar aqui” (a pista ta muito lotada), ou então um “tá foda ficar longe de ti” (a saudade pegou), ou ainda “tá foda de comer agora” (não estou com fome, ou estou com dor de barriga, ou estou estufado etc.). Agora, por exemplo, tá foda de postar alguma coisa aqui: essa semana ta bem corrida pra mim (ou seja, tá foda de arranjar um tempinho pro meu blog) e também porque eu ando com déficit de criatividade (tá foda de pensar em algo legal pra escrever). Aí eu sei que também fica foda pros meus (poucos, porém fiéis) leitores de comentar nas postagens. Enfim, tá foda pra todo o mundo... Quando a criatividade voltar, eu posto algo mais longo por aqui. Porque agora... Ah, agora tá foda! |
posted by Lara @ 20:17  |
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